A cruz, a corôa de espinhos e o coração.
Certa madrugada, o Senhor me trouxe uma visão à qual tentarei demonstrar por meio de uma ilustração, mas desde já, declaro que por mais eu tente, acredito que nenhuma ilustração elaborada por meio de mãos de homem possa ser capaz de reproduzi-la.
Muito brilhante, até mais que o ouro, a visão era composta por uma cruz, por uma corôa de espinhos e um coração. O coração estava sobreposto à cruz e, por sua vez, a corôa de espinhos circundava o coração. Luzes douradas sobressaiam do centro desta visão, tornando-a muito reluzente!
Demonstrada a visão, passarei a descrever cada um dos elementos, a seguir.
O CORAÇÃO
O CORAÇÃO, nos remete a passagem descrita no versículo 16, do capítulo 3 do Livro do Apóstolo João que diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
Irmãos e irmãs em Cristo Jesus, entendamos que grande é o amor de Deus para conosco, pois grande prova deste amor é que o Senhor Jeová se fez homem, na figura de Seu Filho, Jesus Cristo e o deu em troca do pecado de todos, o pecado herdado, que havíamos recebido do primeiro homem e da primeira mulher (Rm 5:12 e Gn 3:6).
O amor do Senhor para conosco, supera todos os outros amores, pois antes mesmo de nos conhecer, Ele nos amou (1 João 4:19). É incondicional e permite-nos achegar ao Senhor, sendo chamados por Ele de filhinhos (Gálatas 4: 4 a 7).
Esse amor pode ser visto e observado nos ensinamentos e passagens de Jesus Cristo, nos sermões, nos ensinamentos de perdão, no aceite de Sua Missão ao padecer por todos, até mesmo pelos que o acusaram.
Nos permite o acesso direto ao Senhor (Efésios 3:12), nos livrou da Lei de Moisés e do pecado herdado (Romanos 8: 2 e 3), com isto, vivendo na Graça e, por sua vez, por crer que Jesus é o Cristo, ressucitado, nosso Fiel Salvador (1 João 2:1), ter nossos pecados perdoados e lançados no esquecimento. Por crer e reconhecer que Jesus é o Único Caminho, é a Verdade e a Vida, nos concedeu a vida eterna, após a morte (1 Cor 15:22).
No entanto, assim como diz em Romanos 8: 35, quem nos separará deste tão Grande Amor? Será a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez o perigo ou a espada?
Pois é nisso que somos provados, sendo lançados como ovelhas ao matadouro, entregues à morte todos os dias.
Mas a nossa certeza vem do Senhor, pois nem a morte, nem a vida, nem os anjos, principados e potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura, nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 8:39).
Pois é nisso que somos provados, sendo lançados como ovelhas ao matadouro, entregues à morte todos os dias.
Mas a nossa certeza vem do Senhor, pois nem a morte, nem a vida, nem os anjos, principados e potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura, nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 8:39).
A CORÔA DE ESPINHOS
Está escrito no Livro de Mateus, capítulo 27, versículos 27 e seguintes:
27 - Logo os soldados do governador, conduzindo Jesus à audiencia, reuniram junto dele toda a corte.
28 - Despindo-o, cobriram-no com um manto escarlate.
29 - teceram uma corôa de espinhos e a puseram em sua cabeça e em sua mão direita uma cana; ajoelhando diante dele, escarneciam: Salve, rei dos Judeus!
A corôa de espinhos representa o escárnio, o sofrimento, a humilhação que o nosso Senhor Jesus Cristo suportou.
Os Evangelhos nos ensinam que Jesus estava diante de muitos soldados reunidos, estima-se que eram mais de 600 homens. Estes lhe prepararam a corôa de espinhos, colocando-a na cabeça de Jesus, pois um rei deveria ter a sua corôa, sendo esta, portanto, preparada ao rei dos Judeus.
Com uma cana, bateram em sua cabeça já ferida, encravando os espinhos da corôa contra o crânio de Jesus.
Cuspiram em Jesus. Imaginemos Jesus sendo cuspido por mais de 600 homens!
As Escrituras ainda dizem que as zombarias não cessaram...depois de cuspir, prostravam-se de joelhos para adorá-lo, claro, uma adoração cheia de sarcásmo, de maldade.
Despiram Jesus e lhe puseram um manto de cor escarlate e lhe deram uma cana em sua mão, significando a reivindicação da sua majestade.
Ora, era necessário Jesus sofrer, ser humilhado e padecer. Os soldados jamais imaginaram que tais sofrimentos culminaram em conquistas e vitória de Jesus sobre os principados, as potestades e sobre satanás (Cl 1. 20 a 23; Cl 2. 14 a 17 e 1 Pe 2.24) , anulando por fim a lei de Moisés, tornando Jesus o mediador dos gentios.
"Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto, vestiram-no com suas roupas e o levaram para a crucificação.
Quando sairam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar sua cruz.
Havendo-o cricificado, repartiram suas vestes, lançando sorte sobre elas, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta.
Por cima da sua cabeça, puseram escrita sua acusação. Este é Jesus, o rei dos Judeus.
Foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita e o outro à esquerda (Mateus, Capítulo 27: 31 a 36)".
Foi na cruz do calvário que o Senhor Jesus entregou sua vida, o estágio final de todo o sofrimento. Satanás e seus homens pensaram que Jesus havia sido derrotado, pois havia expirado. Mas não compreenderam que era necessário Jesus padecer, era necessário sofrer, a morte cruel era necessária, pois assim, todas as coisas se fizeram novas.
Como já dito, grande sofrimento precederam a crucificação. Jesus foi açoitado severamente com o uso de um chicote chamado sincelo. O sincelo era formado por uma dúzia de tiras de couro. Nas pontas das tiras, estavam amarrados pedaços de ossos ou metais que penetravam, provocando profundos rasgos na carne.
Amarraram Jesus em uma espécie de poste, os golpes com sincelo eram aplicados nas costa, pernas, abdomen, nem mesmo sua face escapou.
Com o corpo todo dilacerado, ferido, sangrando e desfigurado e depois de escarnecerem de Jesus, lhe entregaram a cruz para que pudesse carregá-la até o gólgota, o lugar de sua crucificação.
Pelo caminho, um certo cireneu de nome Simão, foi compelido a ajudar Jesus a carregar sua cruz e completar o seu caminho até o gólgota.
Simão, um estranho que teve um encontro com Jesus, mais tarde, tornou-se missionário (Rm 16:13 e Jo 15:21).
No gólgota, pregaram Jesus na cruz, os braços eram esticados ao máximo, pregos atravessaram suas mãos e seus pés, suportando assim todo o peso do seu corpo. A cruz era levantada e lançada em um buraco. Um violento tranco contra o fundo do buraço fazia todo o corpo estremecer. Sem água e sangrando, o sofrimento era indescritível. A morte, inevitável, era lenta e dolorosa.
Quando Jesus teve sede, lhe deram uma solução de vinagre com fel (uma bebida tóxica, entorpecente, para aliviar o sofrimento (Provérbios 31;6), no entanto para enfrentar o sofrimento pelo pecado de todos, Jesus não bebeu).
Sobre suas vestes lançaram sorte (Mt 27:35).
Por cima de sua cabeça, em uma placa escreveram: Este é Jesus, o rei dos judeus (Mt 27:36).
Jesus foi crucificado entre dois salteadores. Os escribas, anciãos, fariseus e os que por ali passavam, blasfemavam Dele.
Jesus expirou...seu espírito foi entregue aos Senhor. Consumada sua morte, o véu do templo se rasgou de cima a baixo, a terra estremeceu, pedras se fenderam, os sepulcros se abriram (Mt 27:51 e 52).
Toda a dor, humilhação e sofrimento que Jesus suportou, permitiu que nós os gentios achegassemos de Deus, permitindo assim a cada um de nós ter um acesso pessoal com nosso Senhor.
A cruz é a representação da vitório da vida sobre a morte, a vitória de Deus contra satanás!
No terceiro dia, Jesus venceu a morte e ressucitou. Apareceu a seus discípulos, dando-lhe suas ordenanças. Subiu ao céu em uma nuvem, onde está à direita do Pai, nosso Senhor Jeová.
Para conosco, deixou seus ensinamentos, nos permitiu alcançar a salvação pelo arrependimento de nossos pecados e nos deixou o Consolador, o Espírito Santo.
A paz do Senhor Jesus a todos!
Cesar Augusto Teodoro
Ribeirão Preto, SP - 26/08/2017, às 11h20min.
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